Ontem, dei uma passada no Museu de Arte do Rio Grande do Sul - MARGS - para conferir a 8ª Bienal de Arte do Mercosul. Teve muita coisa que (admito), não entendi, mas teve outras que me deixaram encantada. Dentre essas últimas, topei com quadros com holografias em 3D. Quando você as olhava de longe, pareciam quadros normais. Porém, ao olhá-las de frente, o que se via era a obra querendo sair da tela. Não foi somente o efeito dos quadros que me impressionou, mas também um dos muitos significados filosóficos daquelas obras. A arte querendo sair do seu mundo e querendo entrar no nosso. É nessas horas que eu me pergunto: será loucura demais supor, nem que fosse só por um minuto, que a arte é viva? Que possui sentimentos e emoções, atrelados ou não a significados? Pense da seguinte forma: imagine que não é você quem está vendo a tela, mas sim a tela quem está vendo você. Vendo dia após dia aquele monte de gente que fica falando sobre você e - imagine só!- pode se locomover. Ou ainda, encarando tudo como um outro quadro dinâmico, no qual os objetos na tela nunca param.
Loucura? Não. É imaginação, mas que nos faz refletir. Certa vez, me indagaram o por quê de comparecer à bienal, e a qualquer outra mostra artística. Na hora, não soube o que responder. Hoje, eu diria que o importante é captar aquilo que a obra de transmite e internalizar esse sentimento, para depois expandi-lo sob a forma de um pensamento, uma reflexão, uma composição, qualquer coisa. O importante não é entender a arte, mas sim compreender o que ela desperta em você.
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