Não faz muito tempo, uma pessoa de quem gostei muito me magoou de maneira consciente e deliberada. Doeu. Pra valer. Uma coisa é quando alguém te magoa sem saber e/ou se dar conta. Outra totalmente diferente é quando ela faz isso por gosto, e foi esse o meu caso. Fiquei duas semanas fingindo que essa pessoa não existia. Após esse tempo, ontem essa pessoa veio me pedir desculpas. O que eu não disse é que já a havia perdoado, mas que ainda sim, eu precisava ver que essa pessoa se arrependia de verdade do que tinha feito e reconhecia que estava errada. Eu realmente precisava ouvir aquele pedido de desculpas. Ainda não sei se continuarei amiga dele, mas essa mágoa eu já não carrego comigo, apesar de a ofensa ter sido grave.
Isso me fez refletir: é mesmo necessário saber que a pessoa se arrependeu para poder perdoá-la? Eu já havia me livrado da mágoa, mas quando ele veio me pedir desculpas, foi como se um peso invisível de uma tonelada deixasse minhas costas e meu coração. Mas ainda sim, a confiança, essa ficou bem avariada.
Nesses últimos tempos, o que mais tenho visto são máscaras caindo, confiança sendo quebrada e amizades que se revelam coleguismo apenas. Dói descobrir que uma amizade não é tão amizade assim? Claro que dói. Descobrir o que aqueles em quem você confia pensam e falam de ruim sobre você é doloroso. Mas acho que as únicas compensações nessas horas difíceis são saber em quem se pode realmente confiar e ver que, apesar de tudo, ainda há pessoas que gostam de você, e que te defendem com unhas e dentes.
O que também me surpreende é que laços mais recentes podem muitas vezes ser mais profundos que laços mais antigos. Recentemente, reencontrei na UFRGS um conhecido meu dos tempos de escola, e acabamos nos tornando não somente amigos, como hoje brincamos que somos irmão e irmã. Através dele, conheci muita gente legal, que me acrescentou em termos de amizade e coleguismo, enquanto que com algumas pessoas que conheço desde que entrei na universidade não tenho esse laço tão forte. Isso é realmente algo que me surpreende e entristece, por que mostra que, às vezes, por mais que você conheça uma pessoa já há um bom tempo, nada garante que ela seja realmente mais do que um colega, enquanto que há pessoas que você pode conhecer há bem pouco tempo, mas que acabam se revelando amigos bons e fiéis, daqueles a quem você confiaria a vida.
Voltando à confiança e ao perdão, só o tempo dirá se essa pessoa é digna de se chamar de amigo. Dizem que não se pode espear muito das pessoas, e que se deve compreender quando elas erram para com você. Eu sou boazinha até demais, e por isso, vou dar a "colher de chá", por assim dizer. Mas sou grata a todos os que me ajudaram, e que realmente, sei que posso chamar de amigos. Esses, vou levar pra vida inteira, e para as outras vidas depois dessa.
Tire o peso da sua alma. Não segure a mágoa, espere que a pessoa lhe peça perdão. E vá atrás do perdão de alguém, se fore esse o seu caso. O que é pior: dar o braço a torcer, admitindo que está errado, ou perder uma amizade por besteira?
Pense nisso. Bom resto de semana.
Música do dia: Strawberry Swing - Coldplay
Bem Vindos!
Aqui estão algumas divagações, apelos e reflexões de alguém que tem coisas demais para refletir no seu dia-a-dia.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
As músicas e a vida
Na adolescência, minha mãe costumava estudar ouvindo rádio. Era um gosto que ela acabou passando para mim. Se tem algo que eu gosto, é fazer AQUELA playlist para uma looonga tarde de estudos. Na verdade, aprendi a associar o que estou estudando ao que estou ouvindo. Por exemplo, para estudar cálculo, que é algo bem pesado, nada melhor do que Metallica, Black Sabbath, Megadeth, Slipknot...para Álgebra, que é uma matéria "querida" (pelo menos para mim), nada melhor que ouvir o CD "The Suburbs", do Aracade Fire, de cabo a rabo. Ou ainda, o bom e velho Coldplay. Para o vestibular, estudei ouvindo a discografia completa do Nenhum de Nós, e toda vez que me dava uma branco, era só lembrar das músicas que eu estava escutando enquanto estudava. Como resultado, bom...hoje eu tou na UFRGS, né? =D Tanto sou grata ao Nenhum de Nós, que quando tive a oportunidade, agradeci ao Thedy Corrêa pessoalmente. Abaixo, a foto do encontro:
Mas não era bem sobre isso que eu queria escrever hoje. Hoje, eu queria escrever sobre como certas músicas são capazes de te fazer querer voar, rir, chorar, cantar e dançar, tudo ao mesmo tempo. No momento, uma dessas musicas, para mim, é Ready to Start, do Arcade Fire, que já aos acordes iniciais me faz pular de alegria. Escuta aí:
e aí vai a letra:
Ready To Start
Businessmen drink my blood
Like the kids in art school said they would
And I guess I'll just begin again
You say can we still be friends
If I was scared, I would
And if I was bored, you know I would
And if I was yours, but I'm not
All the kids have always known
That the emperor wears no clothes
But to bow to down to them anyway
Is better than to be alone
If I was scared, I would
And if I was bored, you know I would
And if I was yours, but I'm not
Now you're knocking at my door
Saying please come out with us tonight
But I would rather be alone
Than pretend I feel alright
If the businessmen drink my blood
Like the kids in art school said they would
Then I guess I'll just begin again
You say can we still be friends
If I was scared, I would
And if I was pure, you know I would
And if I was yours, but I'm not
Now I'm ready to start
If I was scared, I would
And if I was pure, you know I would
And if I was yours, but I'm not
Now I'm ready to start
Now I'm ready to start
I would rather be wrong
Than live in the shadows of your song
My mind is open wide
And now I'm ready to start
Now I'm ready to start
My mind is open wide
Now I'm ready to start
Not sure you'll open the door
To step out into the dark
Now I'm ready!
Pronto Para Começar
Empresários bebem o meu sangue
Como as crianças na escola de arte disseram que eles fariam
E acho que vou apenas começar de novo
Você diz que ainda podemos ser amigos
Se eu estivesse com medo, eu faria
E se estivesse entediado, você sabe que eu faria
E se eu fosse seu, mas eu não sou
Toda criança sempre soube
Que o imperador não veste roupas
Mas fazer uma reverência mesmo assim
É melhor do que estar sozinho
Se eu estivesse com medo, eu faria
E se estivesse entediado, você sabe que eu faria
E se eu fosse seu, mas eu não sou
Agora você está batendo na minha porta
Dizendo por favor, saia com a gente esta noite
Mas eu prefiro ficar sozinho
Do que fingir que me sinto bem
Se empresários bebessem meu sangue
Como as crianças na escola de arte disseram que eles fariam
Então eu acho que vou apenas começar de novo
Você diz que ainda podemos ser amigos
Se eu estivesse com medo, eu faria
E se eu fosse puro, você sabe que eu faria
E se eu fosse seu, mas eu não sou
Agora eu estou pronto para começar
Se eu estivesse com medo, eu iria
E se eu fosse puro, você sabe, eu faria
E se eu fosse seu, mas eu não sou
Agora eu estou pronto para começar
Agora eu estou pronto para começar
Eu preferia estar errado
Do que viver nas sombras da sua música
Minha mente está aberta
E agora eu estou pronto para começar
Agora eu estou pronto para começar
Minha mente está completamente aberta
Agora eu estou pronto para começar
Não tenho certeza se voce abrirá a porta
Para sair para a escuridão
Agora eu estou pronto!
Nos últimos tempos, quando estou triste (e acredite em mim, isso foi bem comum nos últimos meses), eu ponho essa música no alto-falante do meu celular, e Bum! na hora meu humor melhora. Ela me faz lembrar que, apesar das adversidades, sempre podemos fazer um novo começo, que nunca é atrde pra fazer o que é certo, e que coisas boas virão no seu devido tempo. Quando meus amigos me chamam pra sair, muitas vezes eu vou pra não ficar com fama de "furona", mas nos últimos tempos, tenho preferido agir assim:
Agora você está batendo na minha porta
Dizendo por favor, saia com a gente esta noite
Mas eu prefiro ficar sozinho
Do que fingir que me sinto bem
Pra quê se prender à artificialidade? Cada vez mais, tenho preferido ficar em casa a sair e fingir caras e bocas, e fingir que tá tudo bem quando não está. E ela também me traz um lembrete:
Minha mente está completamente aberta
Agora eu estou pronto para começar
Para começar (ou recomeçar) algo, é essencial que a mente esteja aberta para novas possibilidades e novas realidades. Afinal, de que adianta começar tudo outra vez, se você repetir os mesmos erros de antes, por estar com a mente fechada? Isso significa que você não aprendeu nada, e enquanto a sua mente estiver fechada, você não conseguirá um novo começo, vai ficar patinando nos mesmos erros.
Logo que puder, tenho de agradecer ao Arcade Fire. É incrível como uma música pode nos trazer as respostas para as agruras do dia-a-dia, e nos brindar com uma reflexão aguçada das nossas últimas ações.
Da próxima vez que você fizer uma playlist, pare e pense: "Em que momento estou agora?" e só DEPOIS de responder essa pergunta, FAÇA a playlist. Afinal, quem vai querer ouvir All Nightmare Long, do Metallica, quando estiver depressivo? É pra cortar os pulsos de vez. Está mal? Escute algo que faça melhorar o seu humor, e não algo que dá vontade de cortar os pulsos. Isso vale também para dor de amor. Se você tomou AQUELE fora, não é ouvindo Total Eclipse of Heart, da Bonnie Tyler, ou Rolling in The Deep, da Adele, que você vai melhorar. Vai por mim, é experiência própria.
É isso. Pare e pense, dá próxima vez que for fazer sua playlist, e preste atenção no que você está ouvindo agora. Isso pode dizer muito sobre as ações que você vem tomando e sobre como você tem agido nos últimos tempos, além de explicar muitas coisas que têm acontecido com você.
Abraços!!!!
domingo, 13 de novembro de 2011
Não Julgarás
Quando me perguntam minha religião, respondo sem titubear: espírita. É a filosofia e corrente de pensamento que mais me agrada, dentre todas as que conheço. Porém, sou o tipo de pessoa que se sente bem onde houver fé sincera e sem propósito que não outro a caridade, o amor ao próximo e o louvor a Deus, seja lá se for um templo budista, um centro espírita, um terreiro de umbanda ou uma missa católica. Não costumo bater o pé e teimar que a minha religião é a certa e ponto final, até porque uma das coisas que me ensinaram é que onde houver fé, amor, caridade e respeito para com a crença do outro, Deus estará lá também. É por isso que não entendo quando vejo alguém batendo o pé em relação à sua religião em detrimento da religião do próximo. Sabe, há um diatdo wicca que diz o seguinte: "Quando você levantar a mão para apontar o seu irmão, lembre-se que há dois dedos apontados para ele e três apontados para você." É por esquecer desse pequeno fato que há tanta miséria, tanta desgraça e tantas pragas no mundo. É simplesmente o esquecimento ou o declarado detrimento daquele que é um dos mandamentos do Pai: "Não Julgarás.". Vejamos como exemplo, no Egito, o ataque aos coptas, que são os cristãos árabes, que para os muçulmanos, são infiéis. Ou ainda, o arranca-rabo milenar entre Israel e os Palestinos. Antes, eram os árabes (muçulmanos ou não) que não aceitavam o Estado de Israel. Hoje, é Israel quem não reconhece o direito dos Palestinos a ter seu próprio Estado. Afora, é claro, os cristão que são mortos na China e o outro arranca-rabo entre muçulmanos e hindus na Índia. Quando que o ser humano vai se dar conta que Deus é um só, e que as religiões nada mais são do que instrumentos de ligação entre o homem e seu Criador? Que o Deus dos Judeus é o mesmo dos Católicos, dos Protestantes, dos Espíritas, dos Muçulmanos e de todas as religiões que existem?
E quem somos nós para dizermos a alguém que esse alguém vai pro Inferno por não seguir tal religião ou que nosso Deus é melhor que o deus do outro? Cadê o respeito com as crenças? Como você se sentiria se alguém lhe dissesse que você vai pro Inferno se não seguir a religião x? Ou que o Deus dele é Inferior ao seu?
E você? Já parou pra pensar se anda respeitando o mandamento de não julgar ao próximo?
E quem somos nós para dizermos a alguém que esse alguém vai pro Inferno por não seguir tal religião ou que nosso Deus é melhor que o deus do outro? Cadê o respeito com as crenças? Como você se sentiria se alguém lhe dissesse que você vai pro Inferno se não seguir a religião x? Ou que o Deus dele é Inferior ao seu?
E você? Já parou pra pensar se anda respeitando o mandamento de não julgar ao próximo?
Sobre a Importância da Arte
Ontem, dei uma passada no Museu de Arte do Rio Grande do Sul - MARGS - para conferir a 8ª Bienal de Arte do Mercosul. Teve muita coisa que (admito), não entendi, mas teve outras que me deixaram encantada. Dentre essas últimas, topei com quadros com holografias em 3D. Quando você as olhava de longe, pareciam quadros normais. Porém, ao olhá-las de frente, o que se via era a obra querendo sair da tela. Não foi somente o efeito dos quadros que me impressionou, mas também um dos muitos significados filosóficos daquelas obras. A arte querendo sair do seu mundo e querendo entrar no nosso. É nessas horas que eu me pergunto: será loucura demais supor, nem que fosse só por um minuto, que a arte é viva? Que possui sentimentos e emoções, atrelados ou não a significados? Pense da seguinte forma: imagine que não é você quem está vendo a tela, mas sim a tela quem está vendo você. Vendo dia após dia aquele monte de gente que fica falando sobre você e - imagine só!- pode se locomover. Ou ainda, encarando tudo como um outro quadro dinâmico, no qual os objetos na tela nunca param.
Loucura? Não. É imaginação, mas que nos faz refletir. Certa vez, me indagaram o por quê de comparecer à bienal, e a qualquer outra mostra artística. Na hora, não soube o que responder. Hoje, eu diria que o importante é captar aquilo que a obra de transmite e internalizar esse sentimento, para depois expandi-lo sob a forma de um pensamento, uma reflexão, uma composição, qualquer coisa. O importante não é entender a arte, mas sim compreender o que ela desperta em você.
Inicialmente...
Logo de cara, me apresento. Meu nome é Lucile, tenho 19 anos, moro na cidade de Viamão, Rio Grande do Sul, Brasil, estudo Matemática na UFRGS, e, no momento, sou mais uma dentre os milhares de estudantes desse país que estão à beira da loucura de tanto estudar.
Esse blog surgiu de um conselho da minha amiga Samanta Stein, quando de uma conversa na qual eu lhe disse que gostava de discorrer sobre assuntos do dia-a-dia, sem me prender a enredos ou a linhas de pensamento muito longas. Não é pra ser um diário, mas sim um pequeno folhetim de crônicas e reflexões. Sintam-se à vontade!
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